É, ta chegando a hora. Daqui a pouco eu vou retirar os sorriso pregados no mural de fotos, encaixotar meus livros, dobrar as roupas e apertá-las dentro de uma mala tão cheia de sonhos que quase não reserva lugar pras vestimentas físicas. Daqui a pouco eu vou dizer adeus, fechar a porta de casa e correr pro mundo lá fora, pra esse mundão que me espera desde que eu me entendo por gente e quero ser grande pra entrar na Universidade. Tenho a estranha sensação de ganho e de perda. A estranha visão da enorme montanha que escalei pra chegar até aqui e, agora que achei que estivesse no topo, vejo uma montanha muito mais alta que provavelmente tem uma vista muito melhor lá de cima, quando eu chegar no topo...Ah! Quando eu chegar lá sei que serei uma nova pessoa, sinto que tanta coisa vai mudar aqui dentro... Mas eu estou pronta, a casa hora que passa me sinto mais preparada pra alçar esse vôo, pra fechar os olhos e me jogar nessa vontade, e, mesmo sem ter asas, ter a certeza de que sairei voando.
Claro que a saudade vai apertar. Eu costumava pensar que não, que ia ser tudo tão novo, tão como eu sempre quis que nem ia ter tempo pra esse sentimento brasileiro. Mas vi que não. Vai doer não levar uns certos algués pro cursinho, buscar na escola, bater perna em plena quarta à tarde, jogar conversa fora nas segundas, passar os dias na internet e ter aquele horário de quinta feira reservado pra filmes e passeios no contry. Ai! Chega a dar pontada no peito, mas entendam, é necessário. Quando eu fechar a porta da casa, eu não vou só conhecer todos os lugares que eu quiser, sentir todos os gostos e cheiros que eu imaginar, absorver todo conhecimento como uma esponja, eu vou me encontrar, vou me conhecer, vou atrás das minhas certezas, vou atrás de mim. Essas que vos fala sou eu, entendam, mas não sou eu em forma completa. Sou o que vocês, nossas experiências e vivências me transformaram, mas a partir de daqui a pouco eu vou ser o que eu sempre quis ser e mal posso esperar pra estar na platéia onde eu mesma assumo o espetáculo como personagem principal.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
terça-feira, 16 de junho de 2009
Falei!
Olha, calma. Espera, eu vou falar. To falando já. Deixa de ser chata, ta aki na pontinha da língua, mais dois segundos e eu crio coragem. É...bem...eu não sei como te falar issom sabe? É difícil pra mim deixar que as pessoas vejam quem eu realmente sou. Ain... Lá vai: eu tenho ciúmes de você, morro. Mas eu juro que não queria sentir isso. Eu sei que tenho muitos amigos e falo com outras pessoas, mas quando eu vejo você dando atenção pra alguém que não seja eu, eu fico com medo de você acabar gostanhdo mais da outra pessoa do que de mim, com medo de ela ser mais importante que eu e ter um espaço maior na sua vida e em você que o meu.
Pronto falei!
Ah! Me desculpa, eu não queria sentir nada disso sei que é infantilidade minha. Mas fazer o que se eu ainda não aprendi a dividir? Será que você pode me ensinar? Será que você pode me ajudar?
Quando temos ciúmes achamos que amamos demais. Lezo engano! Amamos de menos, o amor é jovem, inseguro, precisa de adubo. E pra isso, uma hora ou outra você precisava saber o que eu sinto, pra gente adubar nosso amor.
Até porque eu não aguentava mais sumir e te ignorar toda vez que sinto isso.
Agora você já sabe o motivo e a verdade que nunca quis que ninguém soubesse: esse meu medo de perder sempre.
Perdão por não ter contado antes, é que fiquei com medo de você nãos gostar mais de mim.
Se isso acontecer, eu juro, eu vou entender. Mas me avisa com antecedência pra eu tentar me acostumar sem você, porque eu já tentei, mas até agora não deu...
Pronto falei!
Ah! Me desculpa, eu não queria sentir nada disso sei que é infantilidade minha. Mas fazer o que se eu ainda não aprendi a dividir? Será que você pode me ensinar? Será que você pode me ajudar?
Quando temos ciúmes achamos que amamos demais. Lezo engano! Amamos de menos, o amor é jovem, inseguro, precisa de adubo. E pra isso, uma hora ou outra você precisava saber o que eu sinto, pra gente adubar nosso amor.
Até porque eu não aguentava mais sumir e te ignorar toda vez que sinto isso.
Agora você já sabe o motivo e a verdade que nunca quis que ninguém soubesse: esse meu medo de perder sempre.
Perdão por não ter contado antes, é que fiquei com medo de você nãos gostar mais de mim.
Se isso acontecer, eu juro, eu vou entender. Mas me avisa com antecedência pra eu tentar me acostumar sem você, porque eu já tentei, mas até agora não deu...
domingo, 31 de maio de 2009
Adeus.
Pra cada amigo que digo adeus, parece que arrancam um pedaço de mim e levam com as palavras. E assim, pouco a pouco, vou perdendo minhas características, vou deixando de ser eu pra me transformar numa coisa que eu não sei o que é, só sei que é um sorriso no rosto a menos que os dias que passamos juntos.
Para Cicero e Raissa.
Para Cicero e Raissa.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
O final dos Livros.
Tirando os da escola, eu odeio terminar um livro. Tenho um sério problema com isso. Seríssimo, eu diria. Fico imaginando como a história que o autor deu fim continua até hoje, sinto saudades do personagem, invento falas e situações novas pra eles, às vezes, fico me sentindo um deles e achando que minha vida é igual a dele. Acho que isso é escrever bem, não sei, pode ser minha culpa, que viajo demais na leitura, ou do autor, que escreve de uma maneira viciante. Quando li "A menina que roubava livros" ia toda noite pro porão junto com ela e o pai dela pintar as letras na parede, senti cada dor do Marcelo em "Feliz Ano Velho", ajudei a pintar a Avenida Paulista de vermelho no caminhão do corpo de bombeiros em "Blecaute", fui internada num hospício junto com a "Verônika decide morrer", comecei a entender a alma das putas em "As travessuras da menina má", tive um medo horripilante em "Eu sou o Mensageiro", fiquei sufocada por alguns minutos igual ao "Menino do Pijama Listrado", achei que em outra vida, minha vida foi como "Água para elefantes", tive receio de olhar nos olhos do "O homem que conhecia as mulheres" e ele adivinhar o que eu tava pensando , viajei o mundo com a Maîte em "Uma vida inventada", to tão curiosa quanto o Daniel pra descobrir o mistério de "A sombra do vento", fiz terapia diária de grupo em "Férias", decidi nunca mais teclar com desconhecidos depois de "Uma bebida e um amor sem gelo por favor", percebi o quão útil e chata é uma DR em "Eu sei que vou te amar" e, juro que quase perdi a vontade de ter filhos, pra não ter que um dia perdê-los como o pai de "Relato de um amor". E esses são só os livros que me lembro agora. E, mesmo sem querer, mesmo parecendo uma louca, me sinto um pouco de cada história dessa, eu não li, eu vivi com eles.
Eu já até pensei em fazer um protesto, para que todos os autores continuassem os seus livros, poxa. Custava me contar como foi que tudo continuou depois do fim? Será que os autores, mesmo com toda a sabedoria que possuem, não perceberam ainda que o fim é só um recomeço? Ta decidido, eu vou continuar inventando a vida de cada um dos personagens que eu ler, e nem venham me dizer que eu to pirando.
Quem sabe um dia, quando chegar o fim dessa minha história, eu não os encontre e a gente sente pra tomar um café com bolo de chocolate enquanto eles me contam como anda a vida e tudo que aconteceu desde que decidiram parar de contar a nossa história.
Eu já até pensei em fazer um protesto, para que todos os autores continuassem os seus livros, poxa. Custava me contar como foi que tudo continuou depois do fim? Será que os autores, mesmo com toda a sabedoria que possuem, não perceberam ainda que o fim é só um recomeço? Ta decidido, eu vou continuar inventando a vida de cada um dos personagens que eu ler, e nem venham me dizer que eu to pirando.
Quem sabe um dia, quando chegar o fim dessa minha história, eu não os encontre e a gente sente pra tomar um café com bolo de chocolate enquanto eles me contam como anda a vida e tudo que aconteceu desde que decidiram parar de contar a nossa história.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Dizer.
Eu tenho dificuldade de me expressar, pois é. Tanto que chegar doer ao tentar dessagarrar tudo as palavras de dentro da garganta. Elas vem de dentro de mim, mas ao invés de fluirem, elas se escondem na garganta, são tantas que às vezes, por aglomeração, interrompem o caminho e dão um nó que parece choro interrompido. Talvez eu até saiba onde tudo começou e porquê acontece, mas prefiro ignorar. Eu, logo eu, que sempre falo o que penso, que sempre enfrento tudo que aparece a minha frente, com medo de enfrentar meus sentimentos, com medos das minhas palavras. Com medo de tudo que eu tenho pra dizer e de tudo que já mudei, já consertei e estraguei devido a voz que sai do meu peito e não consegue se aglomerar na garganta por falta de espaço que as coisas que já deveriam a muito ter sido ditas e resolvidas ocupam.
terça-feira, 19 de maio de 2009
MOBI!
Eu estava pensando, dia desses, que eu sempre quis lutar de verdade por uma causa político-social, e, no meios dos meus pensamentos desoladores de que essa geração é a geração da acomodação, que vê o mundo caindo ali do lado, mas nunca que vai levantar a bunda do sofá e fazer alguma coisa, lembrei:"cara, eu já participei disso sim!!".
Ta, isso causa risadas incontroláveis no rosto dos meus amigos, e, apesar de eu querer justificar isso como acomodação, sei que escolho meus amigos pela vontade de transformação que os dominam todas as manhãs, então, combinei comigo mesma que eles podem rir à vontade e eu me achar o máximoa vontade por isso.
O que importa, é que eu queria pintar a cara e sair gritando que o governante era um bosta e que, não deixa de acreditar não meu irmão, ainda tem jeito! E eu fiz, pintei a cara, modifiquei camisa, fiz faixa, inventei músicas, eu dancei e berrei no sinal, eu parei mais de cem pessoas na rua pra conseguir um voto, eu fui pra comício, pra reunião, pra passeata. E, juro, chorei num discurso. Eu quis tanto um mundo melhor. Participei de uma carreata histórica, fiz amigos pr'uma vida. Sentei numa barzinho pra discutir filosofia política. Andei nas favelas, nos morros, nas avenidas, em lugares friburguenses que eu nem imaginei que existissem, eu fui atrás do que eu acreditei. E isso vai continuar arrancando risadas dos meus amigos (quem é aquela maluca cantando pintada no sianl?), mas também vai me fazer morrer feliz um dia, sabendo que eu não abaixei a cabeça e disse que as coisas não tem jeito.
A gente perdeu. De lavada. A campanha que foi um sucesso foi pro beleléu. E isso doeu, juro, tanto quanto eu descobri quenão tinha passado pra UFJF.
Mas eu sempe vou lembrar das músicas, das dinâmicas, das cirandas, das conversas, da fé e de cada rostinho que me fez continuar achando que eu posso mudar o mundo, quando eu achei que não podia mais. Pra sempre.
Eu sou da MOBI porra! E vou ser até o fim dos meus dias!
Ta, isso causa risadas incontroláveis no rosto dos meus amigos, e, apesar de eu querer justificar isso como acomodação, sei que escolho meus amigos pela vontade de transformação que os dominam todas as manhãs, então, combinei comigo mesma que eles podem rir à vontade e eu me achar o máximoa vontade por isso.
O que importa, é que eu queria pintar a cara e sair gritando que o governante era um bosta e que, não deixa de acreditar não meu irmão, ainda tem jeito! E eu fiz, pintei a cara, modifiquei camisa, fiz faixa, inventei músicas, eu dancei e berrei no sinal, eu parei mais de cem pessoas na rua pra conseguir um voto, eu fui pra comício, pra reunião, pra passeata. E, juro, chorei num discurso. Eu quis tanto um mundo melhor. Participei de uma carreata histórica, fiz amigos pr'uma vida. Sentei numa barzinho pra discutir filosofia política. Andei nas favelas, nos morros, nas avenidas, em lugares friburguenses que eu nem imaginei que existissem, eu fui atrás do que eu acreditei. E isso vai continuar arrancando risadas dos meus amigos (quem é aquela maluca cantando pintada no sianl?), mas também vai me fazer morrer feliz um dia, sabendo que eu não abaixei a cabeça e disse que as coisas não tem jeito.
A gente perdeu. De lavada. A campanha que foi um sucesso foi pro beleléu. E isso doeu, juro, tanto quanto eu descobri quenão tinha passado pra UFJF.
Mas eu sempe vou lembrar das músicas, das dinâmicas, das cirandas, das conversas, da fé e de cada rostinho que me fez continuar achando que eu posso mudar o mundo, quando eu achei que não podia mais. Pra sempre.
Eu sou da MOBI porra! E vou ser até o fim dos meus dias!
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Você! ♥
O que me importa nessa vida não são coisas que todo mundo pode ter, é o sorriso bobo que brota no meu rosto enquanto eu fico aqui, me sentindo uma tonta, olhando seu sorriso numa foto, lembrando das duas palavras, das paisagens magníficas que vimos juntos e vc sussurou no meu ouvido: "obrigado por existir". O que me importa é saber que o seu sorriso é meu, que você o dedica pra mim não só nos momentos de piadas, mas nos momentos de vitórias. Seu sorriso é contagiante, ele me faz sorrir independente do lugar ou da situação que estejamos. São inúmeras as vezes que você me arrancou uma gargalhada no meio de uma briga e pronto, esquecemos até o motivo dela, das vezes que eu queria prestar atenção e você se ria junto comigo, das vezes que o mundo chorou e você sorriu pra mim e, me dizendo que tudo ia acabar bem, me fez sorrir também.
O que me importa nessa vida, é saber que seus olhos acompanharam todos os meus movimentos. Em qualquer lugar, sob qualquer circunstância, seja pra me apoiar, criticar, admirar, ou, simplesmente olhar. Olhar no meu olhar e enxergar a minha alma. Você me olha e me decifra. Decifra meus sentimentos, meus pensamentos, meus sonhos, minhas vontades e desejos. É como se de repente eu não precisasse da minha boca pra falar, só de olhar você já sabe tudo que precisamos fazer.
O que me importa nessa vida é a sua voz no meu ouvido nos momentos tristes. As suas piadas dos momentos sérios. O seu grito de guerra nos momentos de vitória. E o seu canto, mesmo que desafinado, nos momentos que eu menos espero e mais preciso. "Você é mais do que sei, é mais que pensei..."
O que me importa nessa vida são os nossos passos. A sua pegada ali, logo atrás da minha, ou será que aquela é a marca dos meus pés te seguindo. Que diferença faz? Estamos indo pro mesmo lugar. Que diferença faz aonde eu estou indo? Eu sei que quando eu chegar é no seu abraço que eu vou me deitar, é no seu sorriso que eu vou me sorrir, no seu olhar que vou me dormir, canta uma música pra eu dormir, bebê? Pode ser aquela...
O que me importa nessa vida, é ter te encontrado nessa vida. Você é o meu melhor em tudo. Agradeço tanto pelo nosso reencontro. Você é meu porto seguro, minha fortaleza, meu recanto sagrado, minha certeza.
O que me importa nessa vida, é ficar com você não só nessa vida, mas pela eternidade.
Eu te amo. Obrigada por existir. Obrigada por me fazer sentir esse, que eu chamo de o melhor sentimento e sensação do mundo, amor.
(Para o meu companheiro, amigo e amante da eternidade)
O que me importa nessa vida, é saber que seus olhos acompanharam todos os meus movimentos. Em qualquer lugar, sob qualquer circunstância, seja pra me apoiar, criticar, admirar, ou, simplesmente olhar. Olhar no meu olhar e enxergar a minha alma. Você me olha e me decifra. Decifra meus sentimentos, meus pensamentos, meus sonhos, minhas vontades e desejos. É como se de repente eu não precisasse da minha boca pra falar, só de olhar você já sabe tudo que precisamos fazer.
O que me importa nessa vida é a sua voz no meu ouvido nos momentos tristes. As suas piadas dos momentos sérios. O seu grito de guerra nos momentos de vitória. E o seu canto, mesmo que desafinado, nos momentos que eu menos espero e mais preciso. "Você é mais do que sei, é mais que pensei..."
O que me importa nessa vida são os nossos passos. A sua pegada ali, logo atrás da minha, ou será que aquela é a marca dos meus pés te seguindo. Que diferença faz? Estamos indo pro mesmo lugar. Que diferença faz aonde eu estou indo? Eu sei que quando eu chegar é no seu abraço que eu vou me deitar, é no seu sorriso que eu vou me sorrir, no seu olhar que vou me dormir, canta uma música pra eu dormir, bebê? Pode ser aquela...
O que me importa nessa vida, é ter te encontrado nessa vida. Você é o meu melhor em tudo. Agradeço tanto pelo nosso reencontro. Você é meu porto seguro, minha fortaleza, meu recanto sagrado, minha certeza.
O que me importa nessa vida, é ficar com você não só nessa vida, mas pela eternidade.
Eu te amo. Obrigada por existir. Obrigada por me fazer sentir esse, que eu chamo de o melhor sentimento e sensação do mundo, amor.
(Para o meu companheiro, amigo e amante da eternidade)
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